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sexta-feira, fevereiro 6

Olá 19, seja bem vindo a minha vida.

Quando somos crianças, fazer aniversário é uma festa só. Na fase adolescente, contamos os dias para completarmos 18 anos. Ao nos tornarmos jovens adultos, essa data nos leva a grandes reflexões. Depois de certa idade, passamos a correr da palavra “aniversário”. Já para o fim da vida, cada ano a mais é uma dádiva. E assim vivemos o tempo que nos é determinado.

Eu particularmente me encontro na fase da reflexão. Sim, pois fiz 18 ano passado e não posso ser mais considerado um adolescente, apesar de estar em meu último ano de teenager. Conversando com a minha amiga Nathália sobre o assunto, perguntei a ela como é ter 19 anos... A resposta foi a seguinte: “Muitas rugas, muitas responsabilidade, muita pressão. Afinal você está entrando no último ano TEEN da sua vida. BE CAREFUL!” Parece alarmante não? E realmente seria, se tudo não fosse dito no mais leve tom de brincadeira.

Tendo tantas coisas em mente, hoje a tarde enquanto aguardava minha vez em uma entrevista de emprego comecei a fazer uma balanço geral da minha existência. Eis o que constatei:

- Os momentos felizes foram quase diários e as tristezas esporádicas

- Em cada momento difícil da minha breve vida, sempre procurei por uma lição e cada coisa nova que eu aprendi nessas épocas me tornaram mais maduro.

- Minha família esteve presente, unida e forte ao meu lado, funcionando como um pilar que nunca me deixou cair.

- Fiz grandes amigos que considero como irmãos. Eles estarão sempre comigo e eu os levarei para onde for.

- Realizei sonhos simples e cultivei a imaginação para criar desejos mais complexos.

- Apreendi o máximo que pude de momentos especiais e guardo ótimas lembranças deles.

- Tive uma infância ideal e dela brotou minha criatividade e meu jeito de encarar a vida.

- Constatei que a leitura é minha alma exterior e que os livros são meus companheiros incondicionais, pois me oferecem tudo e não pedem nada em troca. Sem eles não posso viver.

- Aprendi a conversar olhando nos olhos e a nunca reprimir uma risada.

- Acima de tudo, agradeci a Deus. Olhando para trás, vi que Ele sempre esteve ao meu lado e em Sua companhia eu deixei minhas pegadas na história. Se em algum momento meu rastro desapareceu, foi porque ele me amparou em Seu colo e me carregou nos braços.

Ao perceber o quanto abençoados foram os anos que vivi, saldei o dia 06 de fevereiro com um largo sorriso dizendo “ Olá 19, muito prazer. Seja bem vindo a minha vida!”

Manifesto

Quando crianças, somos especiais. Criamos mundos alternativos e neles nos refugiamos quando necessário. A medida que crescemos, somos erroneamente ensinados que viver em um mundo de imaginação não é certo. Com o tempo, vamos perdendo a capacidade de inovação e nos contentamos em seguir o rumo da onda ao invés de nadar contra ela.

Sorte daqueles que não levam esse tipo de pensamento a sério – eu sou um deles. A criatividade é o óleo que faz girar as engrenagens do mundo. É ela que nos fornece as inovações necessárias para bem viver, as novas tecnologias e a constante evolução no modo de pensar dos seres humanos. As grandes empresas só sobrevivem ao ritmo frenético do mercado global graças à criatividade de seus funcionários que as levam rumo a novas áreas de atuação.

Entretanto, mesmo sabendo de todos os benefícios que surgem da capacidade de inovação, a grande massa a repudia. Instintivamente nos apegamos ao que já é conhecido, pois isso nos trás segurança. Em consequência, acabamos por negar aquilo que é novo.

Nesse momento entra a comunicação social. Nós comunicadores (e afortunadamente eu me incluo nesse grupo), temos o dever de levar a informação a todas as pessoas. É nosso papel divulgar o poder da criatividade e o conforto que dela advém. Devemos tornar público que o pensamento criativo e a capacidade de inovação são essenciais para uma vida de qualidade e acima de tudo, devemos lutar contra o paradigma ensinado a nossas crianças. Que elas sejam livres para imaginar e que colham os frutos cultivados pelo trabalho criativo.